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Ondjaki - Os da Minha Rua
27-07-2026
Clube de Leitura na Fundação Rui Cunha
Ondjaki - Os da Minha Rua Há memórias da infância do autor neste livro. Do tempo em que o mundo começava na rua que se convoca no título. Ele e outras crianças, juntavam-se em brincadeiras de improviso. Todas as lembranças andam à volta desta idade e deste sítio. E dos afetos, da família, da multidão de vizinhos. Nestes dias mágicos, Ondiaki inventava histórias que a avó ouvia. 27 de julho 2026, 18:30 Evento realizado em Português Entrada Livre
Potências Globais no Mar do Sul da China
25-06-2026
A Fundação Rui Cunha acolhe hoje, quinta-feira, dia 25 de Junho às 18:30, a apresentação do tema “Potências Globais no Mar do Sul da China: Dinâmicas Governativas e Equilíbrio de Interesses no Caminho para as Guerras do Ópio, 1680-1840”, com base no livro “Global Powers in South China Sea: Governing Dynamics and Equilibrium of Interest in the Road to the Opium Wars, 1680-1840” de Manuel Perez-Garcia, Professor Catedrático da Universidade Jiao Tong de Xangai, na China, a ser publicado em Agosto de 2026 pela editora nova iorquina Palgrave-Macmillan.
Este livro oferece uma «nova perspectiva sobre as práticas económicas e políticas da dinastia Qing, bem como sobre as tensões geopolíticas da dinastia, através de uma lente local sobre as redes de comércio externo. Empregando uma estrutura comparativa recíproca, o estudo ilumina as profundas interligações estruturais entre os sistemas de mercado ocidental e chinês», segundo a informação promocional da obra. Trata-se de uma leitura essencial para especialistas em história global e económica, sinologia, estudos da Ásia Oriental, história do início da era moderna, bem como para economistas e investigadores das relações sino-europeias. O livro «situa estas dinâmicas em conjunturas geopolíticas críticas: o estabelecimento das alfândegas marítimas sob o imperador Kangxi em 1680, o encerramento do comércio e a ascensão do sistema de Cantão sob Qianlong em 1756 e o início das Guerras do Ópio em 1840. Estes pontos de viragem iluminam as transformações nas estratégias comerciais, nas economias locais, na capacidade estatal e nas relações entre comerciantes e funcionários durante a transição Ming-Qing». Manuel Perez-Garcia é hoje Professor Catedrático no Departamento de História da Faculdade de Humanidades da Universidade Jiao Tong de Xangai, na China, depois de ter passado como Professor Associado pela Universidade Renmin da China e como investigador de pós-doutoramento na Universidade Tsinghua. Obteve o doutoramento em 2011 pelo Instituto Universitário Europeu, em Itália, e passou pelo Departamento de Economia da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos. Foi investigador visitante na Universidade de Oxford, na Universidade de Cambridge, na Universidade da Colúmbia Britânica, na Universidade de Tóquio, na UNAM do México, entre outras. É também fundador e Director da Rede Global de História na China (www.globalhistorynetwork.com). A sua extensa lista de publicações inclui artigos e livros anteriores como: “Great Trade Walls in Imperial China, and Spain: Global goods, power struggles and bankruptcy, 1644-1840” (Londres: Routledge, 2024); “Global History with Chinese Characteristics. Autocratic States along the Silk Road in the Decline of the Spanish and Qing Empires, 1680-1796” (Singapura: Palgrave-Macmillan, 2021); “Blood, Land and Power: The Rise and Fall of the Spanish Nobility and Lineages in the Early Modern Period, XVI-XIX centuries”, (EUA: Chicago University Press, 2021). A sessão vai ser conduzida em língua inglesa por Priscilla Roberts, Professora Associada e Chefe do Departamento de História e Património da Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade de São José – Macau (USJ), na qualidade de moderadora da apresentação. A entrada é livre. Não perca! Por Macau, Mais e Melhor!
Heritople
24-06-2026
A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, quarta-feira, dia 24 de Junho às 18:30, a projecção do documentário “Heritople” (Macau, 2024), seguido de uma conversa com o realizador António Salas Sanmarful, com António Monteiro em representação do Instituto Internacional de Macau, que comissionou e produziu o projecto, e com Matias Lao, presidente da Associação dos Embaixadores do Património de Macau e um dos participantes do filme.
“Heritople” é o título do documentário trilingue, estreado em Outubro de 2024, que pretende evidenciar a importância do património cultural do território, através de um conjunto de entrevistas a vários residentes. De acordo com a sinopse, «Macau, na China, é uma cidade com uma mistura cultural única. Através das histórias de oito pessoas de diferentes origens, vislumbramos como a cultura e o património desta cidade afectam a população que nela vive». Ao longo de 62 minutos, os diversos testemunhos vão construindo a trama das diferentes experiências e vivências no território, onde as culturas ocidental e oriental se cruzam. «Numa cidade rica em eventos e festividades culturais do património intangível, ficaram registados testemunhos que fazem compreender o importante legado cultural, e a importância da preservação e da continuidade deste legado», referia o comunicado que acompanhou a estreia do filme. As entrevistas incluem as participações de Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau; Matias Lao, presidente da Associação dos Embaixadores do Património de Macau; Elisabela Larrea, presidente da Associação de Estudos da Cultura Macaense; André Lui, Arquitecto; Ip Tat, presidente da Associação do Templo de Na Tcha; Harry Kwah Hou Ieong, presidente da Associação da Reinvenção de Estudos do Património Cultural de Macau; Santos Pinto, proprietário do Restaurante “O Santos”; e ainda Lin Yin Cong, professora do Ensino Secundário e Fundadora da livraria Júbilo 31 Books. António Sanmarful nasceu em Macau e licenciou-se em Cinema e Fotografia em Madrid, Espanha, onde continuou a trabalhar em cinema durante quase uma década. Esteve depois ligado à publicidade, séries, videoclips e curtas-metragens, como Director de Fotografia. Regressou a Macau, em 2014, onde continua a desenvolver o seu trabalho na mesma área profissional e a realizar novos projectos. O documentário foi produzido pelo Instituto Internacional de Macau (IIM) e patrocinado pela Fundação Macau. O evento será realizado em língua inglesa. A entrada é livre. Não perca! Por Macau, Mais e Melhor!
O Museu de Macau em Lisboa e o seu Catálogo
18-06-2026
A Fundação Rui Cunha apresenta na quinta-feira, dia 18 de Junho às 18:30, uma palestra intitulada “O Museu de Macau em Lisboa e o seu Catálogo”, sobre o património expositivo do Centro Científico e Cultural de Macau – CCCM, em Lisboa, que terá como oradora convidada Carmen Amado Mendes, Presidente do CCCM e Professora naUniversidade de Coimbra.
O Catálogo da Colecção do Museu de Macau em Lisboa é uma obra publicada em dois volumes, que «reúne e contextualiza de forma sistemática um acervo de excepcional riqueza e diversidade, oferecendo novas perspectivas sobre as colecções do Museu do CCCM e sobre a sua relevância para o estudo das relações entre a Ásia e a Europa», segundo os organizadores. «Resultado de um trabalho colectivo, que envolveu especialistas de várias áreas dos Estudos Asiáticos e das ciências sociais e humanas, a obra incorpora os mais recentes contributos da investigação sobre as colecções do Museu». A obra reflecte, ainda, «a missão do Centro Científico e Cultural de Macau, na promoção do conhecimento sobre os encontros, intercâmbios e ligações históricas entre estes espaços, valorizando um património que continua a contribuir para a compreensão da história e da dimensão cultural de Macau», pode ler-se ainda na proposta para a sessão. O Museu do CCCM está vocacionado para o estudo e divulgação das relações luso-chinesas, possuindo mais de 3.500 peças divididas por diversas tipologias, entre as quais estatuária, trajes e peças de carácter utilitário e decorativo, e por diversos materiais, entre os quais terracota, têxteis e porcelana. O Museu é constituído por dois núcleos distintos e complementares: o núcleo sobre A Condição Histórico-cultural de Macau nos Séculos XVI e XVII, e o núcleo sobre a Colecção de Arte Chinesa. O Centro Científico e Cultural de Macau é um instituto público integrado na administração indirecta do Estado, e sob tutela do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, dotado de autonomia administrativa e património próprio. O instituto tem por missão produzir, promover e divulgar conhecimento sobre Macau, sendo também um espaço dedicado ao estudo e ensino da língua, cultura e história chinesas, e um centro de investigação científica e de formação contínua e avançada sobre as relações entre Portugal e a China, assim como entre a Europa e a Ásia. O CCCM promove e patrocina projectos de investigação, bolsas de Doutoramento, publicação de teses, serviços de apoio à formação académica, educativa e cultural. O espaço pode ser visitado na Rua da Junqueira, em Lisboa, onde mantém activa uma interessante agenda de eventos, conferências, cursos e workshops. A sessão será realizada em Português. A entrada é livre. Não perca! Por Macau, Mais e Melhor! Link para a biografia da Prof. Doutora Carmen Amado Mendes: https://ruicunha.org/frc/wp-content/uploads/2025/11/2025-12-03-Carmen-Amado-mendes-Bio.pdf
A Articulação do Espaço Intercontinental de Línguas Portuguesa e Espanhola:uma visão desde a Ásia
17-06-2026
A Fundação Rui Cunha apresenta na quarta-feira, dia 17 de Junho às 18:30, uma sessão do ciclo Roda de Ideias, intitulada “A Articulação do Espaço Intercontinental de Línguas Portuguesa e Espanhola: Uma Visão desde a Ásia”, que terá como orador convidado o Professor Frigdiano Álvaro Durántez Prados, Director da Cátedra FUNIBER de Estudos Ibero-Americanos e da Iberofonia, integrada por seis universidades de línguas espanhola e portuguesa da América, Espanha e África. Os moderadores serão o Dr. José Luís Sales Marques e o Dr. Jorge Valente.
A palestra tem como objectivo «debater a cooperação entre os mundos que falam a língua portuguesa e a língua espanhola, designadamente o seu significado geopolítico para o mundo de negócios entre a China e os países de expressão portuguesa e espanhola», segundo a proposta da organização, a Associação Sino-Lusófona da Indústria e Promoção de Intercâmbio Cultural (Macau). O tema em análise será abordado pelo especialista e pioneiro da corrente de pensamento geopolítico denominadaPaniberismo (Iberofonia), que defende a «articulação de uma Comunidade multinacional de países de línguas espanhola e portuguesa de todos os continentes, sem excepções geográficas», através de cooperação educacional, cultural e técnica. Frigdiano Álvaro Durántez Prados é Doutor em Ciência Política pela Universidade Complutense de Madrid, e actualmente Professor da Universidade Europeia do Atlântico – UNEATLANTICO em Santander, Espanha. Além de Director da Cátedra de Estudos Ibero-Americanos e da Iberofonia, é ainda Director de Relações Institucionais da Fundação Universitária Ibero-Americana (FUNIBER). O académico e cientista político é também autor do tratado de Geopolítica, intitulado "Iberofonía y Paniberismo. Definición y articulación del Mundo Ibérico", editado pela Última Línea (2018), entre outras publicações. A sessão será realizada em Português. A entrada é livre. Não perca! Por Macau, Mais e Melhor!
O Papel de Macau no Multilateralismo Chinês
28-05-2026
A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, quinta-feira, dia 28 de Maio às 18:30, uma sessão do ciclo Roda de Ideias, intitulada “O Papel de Macau no Multilateralismo Chinês”, com a participação da Prof.ª Doutora Cátia Miriam Costa, Professora e Investigadora do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL, em Portugal, como oradora convidada.
A palestra irá incidir sobre o tema da «transferência de Macau para a China, estabelecendo-a como uma Região Administrativa Especial, e a transformação da paisagem do território. Graças aos laços históricos com os países lusófonos, durante o período da Administração Portuguesa, Macau emergiu como um território cosmopolita, tradicionalmente aberto ao mundo. Esta longa exposição às ligações internacionais explica a base do papel que o governo central de Pequim atribuiu a Macau», refere a proposta para esta conferência. O território tornou-se, em consequência, um dos «actores paradiplomáticos da China e a sede da organização internacional por ela criada, o Fórum de Macau. Recentemente, o Governo central decidiu alargar o papel privilegiado de Macau, em matéria de relações externas para incluir as relações com os países de língua espanhola, o que nos leva a reflectir sobre o papel de Macau no multilateralismo chinês». A Prof.ª Cátia Miriam Costa é uma conceituada investigadora do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde tutela como coordenadora o Grupo de Estudos de Política Global e Segurança. Dirige também a Cátedra de Inter-regionalismo e Governação Global no Instituto Europeu de Estudos Internacionais, em Estocolmo. Colabora, regularmente, com a Universidade de Macau (Instituto de Estudos Europeus e Instituto de Estudos Globais e Administração Pública), e ainda com a Universidade da Cidade de Macau. A sessão será realizada em Inglês. A entrada é livre. Não perca! Por Macau, Mais e Melhor!
Dos Dados à Acção: Construir Modelos de Negócio Induzidos pela IA na RGB
27-05-2026
A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, quarta-feira, dia 27 de Maio às 18:30, mais uma sessão dos Debates de Direito e Tecnologia, intitulada “Dos Dados à Acção: Construir Modelos de Negócio Induzidos pela IA na RGB, China”, inserida no ciclo sobre Protecção de Dados e Governança, ao abrigo da parceria regular entre a FRC e a USJ, nomeadamente com o Departamento de Direito e Políticas Públicas da Faculdade de Gestão e Direito da Universidade de São José, em Macau.
«Os dados são a nova matéria-prima dos negócios, mas por si só não chegam. Os gestores precisam de os transformar em valor. As empresas estão a utilizar a Inteligência Artificial para construir modelos de negócio orientados por dados, seguindo um caminho claro: dos dados brutos aos insights e à acção», refere o comunicado da USJ. Em causa estão três níveis de análise. «O primeiro são os Dados como Serviço (DaaS), em que as empresas acedem ou partilham dados não tratados. O segundo é a Informação como Serviço (InfoaaS), que disponibiliza relatórios e dashboards analisados. O terceiro é o Agente como Serviço (AaaS), que se baseia em agentes de IA que decidem, automatizam e executam». A discussão irá explorar três questões centrais para os futuros gestores. «Em primeiro lugar, como as empresas da Grande Baía utilizam os dados e a IA para inovar os seus modelos de negócio e criar valor. Segundo, como os fornecedores de dados, os facilitadores e os utilizadores interagem entre si. Em terceiro lugar, quais os desafios éticos, regulamentares e de conformidade que as empresas enfrentam durante o tratamento de dados, com especial atenção no contexto da Grande Baía e de Macau». Coordenado por Ansoumane Douty Diakité, Professor Associado e Chefe do Departamento de Direito e Políticas Públicas da Faculdade de Gestão e Direito (USJ), este ciclo de palestras tem por objectivo reunir académicos, profissionais e decisores políticos de destaque para apresentarem as suas perspectivas sobre situações emergentes, relacionadas com a privacidade, protecção de dados e governança em diferentes jurisdições. Os oradores convidados para este debate são Ted Choi, Director e Vice-Presidente para os Assuntos Públicos da Macau Computer Society; Terence Lee, Presidente da Sustaincia, Macau; e Daniel Filipe Farinha, Professor Assistente da Faculdade de Artes e Humanidades da USJ. O moderador será Alessandro Lampo, Professor e Chefe do Departamento de Estudos Empresariais da Faculdade de Gestão e Direito da Universidade de São José – Macau (USJ). O debate será realizado em língua inglesa. A entrada é livre. Não perca! Por Macau, Mais e Melhor!
As Ilhas Desconhecidas
26-05-2026
Ciclo: Conversas Sobre o Livro
"As Ilhas Desconhecidas" de Raul Brandão Clube de Leitura da Associação Amigos do Livro em Macau O Clube de Leitura e a Fundação Rui Cunha associam-se na conversa sobre o livro "As Ilhas Desconhecidas", do escritor e jornalista português Raul Brandão (1867-1930), originalmente publicada em 1926, que terá lugar na Galeria da FRC na terça-feira, dia 26 de Maio de 2026, às 18:30. Um século depois da sua edição, a apresentação do livro será feita pelo orador convidado Frederico Rato, com a participação especial de João Carronda, Miguel Quental e Diane Aguiar. Segundo o prefácio do autor, «este livro é feito com notas de viagem, quase sem retoques. Apenas ampliei um ou outro quadro, procurando sempre não tirar a frescura às primeiras impressões. Tinha ouvido a um oficial de marinha que a paisagem do arquipélago valia a do Japão. E talvez valha...». "As Ilhas Desconhecidas - Notas e Paisagens" é considerado um dos mais belos e importantes livros de viagem da literatura portuguesa, e a mais completa homenagem aos arquipélagos atlânticos. Foi também uma obra fundamental na formação da imagem e promoção destes territórios, dentro do país e no exterior. Em 1924, Raul Brandão fez uma viagem aos Açores e à Madeira, a bordo do navio São Miguel, juntamente com um grupo de intelectuais - entre eles Vitorino Nemésio. Dessa visita, e das suas impressões e anotações, surgiu este livro, onde ele não só descreve com particular fulgor a beleza natural das ilhas, como observa a condição dos seus habitantes. Tinha então quase 60 anos de idade e uma produção literária diversificada, reveladora de uma sensibilidade estética da palavra. Assim que deixou terra, começou a descrever a vida a bordo do vapor e a paisagem mutante dos mares e dos céus. As notas desta viagem seriam publicadas dois anos depois, quase no formato integral, escritas em directo, pelo repórter do momento, capaz de captar a essência destas ilhas atlânticas. No livro predominam as cores e as texturas dos Açores, a natureza fulgurante, a paisagem vulcânica, e o lado mais sombrio dos ciclones e da caça às baleias. Quando o navio fundeia, encontra e descreve os mundos isolados, e o cenário de gentes pobres e humildes, as mesmas que conheceu da sua infância na foz do Douro, filho e neto de pescadores. Raul Brandão reunia na sua pessoa o competente e íntegro jornalista; o dramaturgo que escreveu inúmeras pecas; o artista amador que pintou com palavras o pulsar dos dias, e o melancólico e frustrado espectador da tragédia humana nas suas amargas reflexões. Em todas as obras foi um retratista da realidade dura dos simples, evidenciando o seu humanismo e pendor para uma sociedade mais justa. O Clube de Leitura reúne, uma vez mais, os membros para uma conversa animada sobre a obra, aberta a todos os interessados que queiram vir aprender algo mais sobre a mesma, ou partilhar as suas impressões. A sessão será realizada em língua portuguesa, com entrada livre. Não perca!
Media, Arte & Tecnologia nas Nove Culturas de Língua Portuguesa
12-05-2026
A Fundação Rui Cunha acolhe hoje, terça-feira, dia 12 de Maio às 18:30, a apresentação do livro “Media, Arte e Tecnologia nas Nove Culturas de Língua Portuguesa”, organizado e editado por José Manuel Simões com a chancela da Universidade de São José, em Setembro de 2025. A obra conta com a participação de uma dúzia de co-autores, que reflectem sobre as mudanças socioculturais trazidas pela evolução tecnológica e mediática nos diferentes países lusófonos.
Com introdução de José Manuel Simões e prefácio de João Nuno Brochado, a colectânea de textos sobre cada um dos países com ligação histórica a Portugal, foi desenvolvida por Wilson Caldeira (Angola), Daniel Farinha (Brasil), Silvino Évora (Cabo Verde), Camará Morto (Guiné-Bissau), Carmen Monereo (Macau), Vanessa Rodrigues (Moçambique), Rui Torres e Fernanda Bonacho (Portugal), José Manuel Simões (São Tomé e Príncipe), Paulo Faustino e Rui Novais (Timor-Leste). Segundo José Manuel Simões, Director e Professor Associado do Departamento de Media, Arte e Tecnologia da USJ em Macau, esta obra «projecta conhecimento, saber comunicado entre si, para múltiplas e diversificadas audiências. Um livro de afectos que une todos os que falam português», e uma análise conjunta «sobre a tecnologia ao serviço dos campos dos media e da arte, na educação, no sistema informacional e na construção de valores, sobretudo culturais». Foram analisadas, neste contexto, as «práticas artísticas contemporâneas enquanto elementos que buscam evidenciar, questionar e compreender recentes correntes, criando linguagens verbais e visuais, questões formais e semânticas, palavras, imagens, influências e questões de mercado, evoluções tecnológicas que ampliam a mercantilização cultural, que compreendem e tornam possíveis mudanças socioculturais», refere ainda na sua introdução. A apresentação do livro na FRC irá contar com a presença de alguns destes autores que se encontram em Macau, nomeadamente João Nuno Brochado, Daniel Farinha, Wilson Caldeira, Filipa Martins e Carmen Monereo, sob a mediação de José Manuel Simões. A conversa será conduzida com o enfoque no desafio exponencial das tecnologias de comunicação, no papel dos media digitais, nas implicações éticas da Inteligência Artificial, na preservação das identidades culturais, entre outras questões que se colocam a estes nove destinos unidos pela língua. O livro está disponível gratuitamente em versão digital, no site electrónico da Academic Press, em https://books.usj.edu.mo, gerido pela USJ Library. A sessão vai ser realizada em língua portuguesa. A entrada é livre. Não perca! Por Macau, Mais e Melhor!
Regras Antigas de Responsabilidade Civil Sob Nova Análise
07-05-2026
A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, quinta-feira, dia 7 de Maio às 18:30, uma conferência intitulada “Regras Antigas de Responsabilidade Civil Sob Nova Análise”, no âmbito do ciclo Reflexões ao Cair da Tarde, com a participação da oradora convidada, Isabel Mousinho de Figueiredo, Professora Auxiliar no Departamento de Estudos de Direito de Macau da Faculdade de Direito da Universidade de Macau. O moderador será Ricardo Vera-Cruz, Advogado Associado do Escritório de Advocacia de Leonel Alberto Alves.
O tema da conferência explora o desajuste das regras de responsabilidade civil na Alemanha e Inglaterra do séc. XIX e a era moderna da economia digital. A observação de conceitos como “ilegalidade e responsabilidade civil” justificou «recorrer ao direito comparado para esclarecer futuras decisões judiciais». Isabel Mousinho de Figueiredo reconhece que «as recentes decisões dos jurados nos EUA que condenaram a Meta e a Google representam um progresso bem-vindo, há muito esperado». Isto levanta uma questão mais profunda: que danos devem ser indemnizáveis? O legislador alemão em 1896 restringiu o poder judicial ao exigir a prova de acto voluntário, ilegalidade, culpa, nexo de causalidade e dano para a responsabilidade civil extracontratual. Com isto, apenas os danos físicos devem ser indemnizáveis, a menos que seja claramente declarado o contrário. Mas esta fórmula não ajuda a resolver casos difíceis». Os conceitos de ‘acto’, ‘ilegalidade’, ‘culpa’, ‘nexo causal’ e ‘dano’ só «auxiliam os decisores com os exemplos clássicos, para os quais foram originalmente desenvolvidos», defende. Ou seja, «a metodologia alemã acaba por ter como resultado o Direito jurisprudencial. A diferença entre o Direito consuetudinário é, portanto, que a regra alemã abrange menos casos. Podemos melhorar ambas as abordagens, fundindo-as e preparando-as para o futuro além do presente digital», é a sua proposta para discussão. Isabel Mousinho de Figueiredo é professora adjunta na Universidade de Macau, onde lecciona Direito Civil e Comparado. Obteve o seu bacharelato, mestrado e doutoramento pela Universidade de Lisboa, Portugal, e é especializada em Direito Privado. Leccionou Direito Contratual, Direito Processual, Jurisprudência e Direito de Propriedade na Universidade de Lisboa. Foi linguista jurídica no Tribunal de Justiça da União Europeia. É membro da Ordem dos Advogados de Portugal há mais de 20 anos e é autora de um livro sobre Direito de Responsabilidade Civil, além de outras publicações jurídicas em inglês, alemão, italiano, espanhol e português. O evento será realizado em Inglês. A entrada é livre. Não perca! Por Macau, Mais e Melhor! |
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