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O Futuro da Inteligência Artificial
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24-04-2025
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A Fundação Rui Cunha apresenta na quinta-feira, dia 24 de Abril às 18:30, uma sessão do ciclo Roda de Ideias, intitulada “O Futuro da Inteligência Artificial: Regular ou Educar, eis a Questão”, com a participação do Prof. Rostam J. Neuwirth, Professor Emérito de Direito e Responsável pelo Departamento de Estudos Jurídicos Globais da Universidade de Macau, como orador convidado.
O rápido desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) nos últimos anos desencadeou intensos debates por todo o mundo, sobre o enorme potencial de utilização em praticamente todas as áreas da nossa vida, com grandes benefícios e, igualmente, sérios riscos. Em consequência, várias jurisdições adoptaram já leis ou regulamentos específicos sobre IA, enquanto outras estão ainda a discuti-los ou em fase de preparação.
«No entanto, a regulamentação sobre a Inteligência Artificial enfrenta hoje desafios sem precedentes, devido ao ritmo acelerado da inovação, bem como à natureza complexa, transversal, transfronteiriça e transcultural das tecnologias associadas à sua utilização. Estes factores tornam muito difícil uma regulamentação bem-sucedida, coerente e preparada, e provavelmente irão exigir abordagens novas e mais interdisciplinares em relação ao futuro da IA», reconhece o catedrático na sua proposta de intenções.
Procurando reflectir e «questionar criticamente a narrativa dominante sobre a regulamentação da IA, a palestra propõe desviar a atenção do âmbito regulamentar para o campo da educação e da literacia em Inteligência Artificial, como forma de aproveitar ao máximo os seus potenciais benefícios e, ao mesmo tempo, minimizar os seus graves riscos». O orador apresentará alguns dos «perigos presentes e futuros relacionados com a IA, e avaliará criteriosamente o que isso significa para a inteligência humana em geral, e para a educação em particular».
Antes da Universidade de Macau, Rostam J. Neuwirth leccionou na Universidade de Ciências Jurídicas de Bengala Ocidental (NUJS), em Calcutá, e na Universidade Nacional de Direito Hidayatullah (HNLU), em Raipur (Índia), tendo trabalhado como consultor jurídico no Departamento de Direito Europeu do Gabinete de Direito Internacional do Ministério Federal dos Negócios Estrangeiros da Áustria. Doutorou-se pelo Instituto Universitário Europeu (EUI) em Florença (Itália), e possui também um Mestrado em Direito (LLM) na Faculdade de Direito da Universidade McGill, em Montreal (Canadá). Enquanto estudante de Licenciatura, estudou na Universidade de Graz (Áustria) e na Université d’Auvergne (França). É autor do livro "The EU Artificial Intelligence Act: Regulating Subliminal AI Systems" (Routledge 2023), que foi traduzido para chinês em Novembro de 2024, e de "Law in the Time of Oxymora: A Synaesthesia of Language, Logic and Law" (Routledge 2018), entre inúmeras outras publicações relacionadas com problemas jurídicos globais contemporâneos.
A sessão será realizada em Inglês.
A entrada é livre.
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Por Macau, Mais e Melhor!
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O Estatuto Jurídico do GAFI na Ordem Internacional
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09-04-2025
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A Fundação Rui Cunha apresenta na quarta-feira, dia 9 de Abril às 18:30, uma conferência intitulada “Estatuto Jurídico do GAFI na Ordem Internacional”, no âmbito do ciclo Reflexões ao Cair da Tarde, com a participação da oradora convidada, Dra. Cristina Ferreira, e do moderador Dr. Paulo Cardinal, ambos juristas e docentes da Faculdade de Direito da Universidade de Macau.
O evento tem por objectivo dar a conhecer as premissas do livro “The Legal Status of the Financial Action Task Force in the International Legal System”, da autora Ilda Cristina Ferreira, recentemente lançado em Janeiro de 2025 pela editora Brill.
O tema da conferência versa sobre a «evolução do estatuto jurídico do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) na cena internacional, com base no argumento ousado de que o GAFI evoluiu gradualmente para uma organização internacional, abordando este tema na perspectiva do direito internacional e do direito das organizações internacionais, combinando teoria e prática», segundo a autora.
O GAFI (FATF - Financial Action Task Force) é a organização a nível mundial responsável por fixar as políticas e padrões internacionais no combate ao branqueamento de capitais, ao financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição maciça, e à ocorrência de outras ameaças à integridade do sistema financeiro mundial.
Como consultora jurídica em Direito Internacional, a autora testemunhou ao longo de duas décadas «a metamorfose gradual, do que começou por ser um organismo técnico especializado, para uma organização complexa e multifacetada, cuja legitimidade é prejudicada pela falta de clareza quanto à sua posição jurídica».
O âmbito da organização, e o impacto de longo alcance das suas políticas e medidas, para responder às tendências e ameaças globais que representam um risco para o sistema financeiro internacional, bem como a forma como os membros, não membros, Organizações Internacionais e outros intervenientes, as aceitaram e implementaram, sem um exame minucioso (pesos e contrapesos) e sem questionar o seu estatuto legal, é a reflexão que se coloca.
O tema tem especial relevância para audiências nas áreas do Direito Internacional Público, Direito das Organizações Internacionais ou Direito Institucional Internacional, Direito Económico Internacional, Relações Internacionais, e para um público potencial de decisores políticos, académicos, profissionais do Direito, advogados, reguladores e estudantes.
Evento será realizado em Português.
A entrada é livre.
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Em Abril, Celebre Connosco!
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O Poder dos Dados
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02-04-2025
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A Fundação Rui Cunha apresenta na quarta-feira, dia 2 de Abril às 18:30, uma sessão do ciclo Roda de Ideias, intitulada “The Power of Data: Building Smart and Sustainable Cities”, com a participação do Prof. Miguel de Castro Neto, Director da NOVA Information Management School (NOVA IMS) da Universidade Nova de Lisboa, e do Prof. André Barriguinha, Director Executivo do Nova Cidade Urban Analytics Lab. O evento vai ser moderado pelo Prof. José C. Alves, Reitor da Faculdade de Gestão da Universidade da Cidade de Macau, co-organizadora do evento.
Os oradores pretendem trazer ao território uma reflexão sobre o futuro das cidades inteligentes e sustentáveis, destacando a importância da análise tecnológica de dados que pode «contribuir, não só para o progresso ambiental, mas também para a inclusão social, a resiliência económica e a confiança dos cidadãos» na estrutura e organização das sociedades, segundo a proposta apresentada.
Este debate apresentará a visão da NOVA IMS sobre o tratamento e aplicação de dados informáticos com um propósito definido. «Mais do que analisar números, criamos valor, transformando os dados em conhecimento prático, o que impulsiona uma melhor governação, a tomada de decisões informadas e a inovação pública», dizem. «Acreditamos que, desde melhorar a forma como as pessoas se movimentam, vivem, trabalham e se envolvem, os dados são um factor essencial para sociedades mais transparentes e impactantes».
O desafio actual obriga a «repensar o papel dos dados na construção de um mundo mais inteligente, ético e sustentável. Desde os avanços impulsionados pela IA na área da saúde, até ao poder dos dados na tomada de decisões a nível global, como as alterações climáticas e a resiliência económica, o foco está nas escolhas que são feitas hoje e no seu impacto para o futuro».
Miguel de Castro Neto é Director da NOVA Information Management School (NOVA IMS) da Universidade Nova de Lisboa, onde é Professor Associado. Criou e lidera o Nova Cidade Urban Analytics Lab, dedicado às cidades inteligentes e analítica urbana. Dirige o Mestrado em Gestão de Informação e as Pós-Graduações em Smart Cities e Busines Analytics for Hospitality and Tourism. Foi Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza nos XIX e XX Governos e Personalidade Smart Cities do Ano 2017 (Green Business Week/Fundação AIP). Membro Conselheiro da Ordem do Engenheiros, fundador da Data Science Portuguese Asssociation, e membro da Plataforma para o Crescimento Sustentável.
André Barriguinha é Doutorado em Gestão de Informação – Geoinformática, Mestre em Ciência e Sistemas de Informação Geográfica e Licenciado em Engenharia Agrícola. É também Docente na NOVA IMS da Universidade Nova de Lisboa; Investigador integrado no Information Management Research Center (MagIC) e Director Executivo do Nova Cidade Urban Analytics Lab, onde desenvolve trabalho em sistemas de informação geográfica, gestão de informação, inteligência artificial geo-espacial e analítica urbana e territorial.
A sessão será realizada em Inglês.
A entrada é livre.
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Por Macau, Mais e Melhor!
Mais informações:
https://novacidade.pt/nova-cidade/
https://novacidade.pt/nova-cidade/equipa/miguel-de-castro-neto/
https://novacidade.pt/nova-cidade/equipa/andre-barriguinha/
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O potencial da língua portuguesa no mundo contemporâneo
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17-03-2025
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A Fundação Rui Cunha apresenta na segunda-feira, dia 17 de Março às 18:30, uma sessão do ciclo Roda de Ideias, intitulada “O potencial da língua portuguesa no mundo contemporâneo”, com a participação do antigo Reitor do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, Professor Luís Reto, e o Reitor Associado da Faculdade de Negócios da Universidade da Cidade de Macau, Professor José Paulo Esperança. O evento vai ser moderado por Marco Duarte Rizzolio, Presidente AEIMCP e co-fundador do 929 Challenge.
Os oradores convidados são co-autores do livro Novo Atlas da Língua Portuguesa, uma obra lançada pelo ISCTE-IUL em 2016, que procura ser um contributo para a afirmação do valor e potencial de um património único, numa abordagem multidisciplinar e integradora, espelho das múltiplas realidades dos seus falantes.
Segundo a CityU e a AEIMCP – Associação de Empreendedorismo e Inovação Macau – China e Países de Língua Portuguesa, co-organizadoras do evento, a sessão irá abordar a importância histórica, cultural e geoestratégica da língua portuguesa no mundo contemporâneo. «A discussão abrangerá os factores históricos que moldaram a expansão da língua portuguesa, a sua influência económica e geoestratégica actual, bem como os desafios e oportunidades relacionados com a promoção e o ensino do português à escala global».
Além disso, «o seminário reflectirá sobre as possíveis trajectórias futuras da língua portuguesa no século XXI», explorando ainda «o papel dos países lusófonos no cenário global, e como a língua portuguesa pode continuar a expandir sua relevância cultural, económica e educacional», adianta a organização.
A sessão será realizada em Português.
A entrada é livre.
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Por Macau, Mais e Melhor!
Mais informações:
https://loja.incm.pt/en/products/livros-novo-atlas-da-lingua-portuguesa-1021451
https://www.publico.pt/2016/11/15/culturaipsilon/noticia/em-2100-a-maioria-dos-falantes-de-portugues-sera-africana-1751162
https://www.cascais.pt/noticia/museu-do-mar-e-da-lingua-vai-nascer-no-forte-de-salazar
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À Procura de Macau
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12-12-2024
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Apresentação digital de fotografias de Jorge Veiga Alves
Título: “À Procura de Macau”
Fundação Rui Cunha Macau-Av. da Praia Grande, nº 749, Macau
Dia: 12/Dezembro/2024 às 18h30
Língua: Inglês
A apresentação, comentada pelo autor das fotografias, constará de cerca de 180 fotos feitas em Macau nos períodos de 1986-1994, 2005, 2016 e 2024.
No evento o autor procurará ilustrar como era Macau nos finais dos anos 80/princípios dos anos 90 visto por um português curioso acerca da cultura chinesa, das marcas portuguesas em Macau e também acerca das interações entre as duas comunidades.
O autor:
-Licenciado em Economia em Lisboa;
-Trabalhou em Lisboa no Banco de Portugal;
-Trabalhou em Macau no período 1986-1994 na AMCM-Autoridade Monetária e Cambial de Macau.
Fotógrafo amador que entrou, nos inícios da década de 70, no maravilhoso mundo da fotografia em modo analógico, fez fotografia submarina e que foi totalmente conquistado pela fotografia digital.
Participou em diversas exposições e apresentações fotográficas coletivas e individuais.
Várias fotografias da sua autoria estão representadas em instituições nacionais e internacionais, nomeadamente no sítio “Memória de Macau” da Fundação Macau e no CCCM-Centro Científico e Cultural de Macau (Portugal).
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1st GBA – Europe Roundtable
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10-12-2024
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Rui Cunha Foundation
December 2024.12.10
Tuesday 18:30
Free Admission
Join business leaders and experts or a roundtable discussion on the opportunities and challenges shaping relations between Europe and China, with a special focus on the Guangdong Hong Kong-Macau Greater Bay Area.
Guest Speakers
Peter Helis - International Executive, Representative of Invest Guangzhou, Chief Advisor of the Guangzhou Huangpu District
Rui Pedro Cunha - President of the Macau European Chamber of Commerce
Joshua Xiang - Managing Director, Macao Institute of Industrial Technology
Bernard Dewit - Chairman, Belgian-Chinese Chamber of Commerce
Fong Hoi In, Veronica - Associate professor, School of Business, Macau University of Science and Technology
Zhang Fan - Institute of Development Economics, assistant professor, Business School, Macau University of Science and Technology
Co-chairs
José Sales Marques - Former president, Institute of European Studies of Macau
José Carlos Matias - Diretor, Macau Business magazine
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Bilinguismo e a Plataforma à Luz do Novo Ciclo
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28-11-2024
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Plataforma Talks
Bilinguismo e a Plataforma à Luz do Novo Ciclo
Com:
Miguel Senna Fernandes - Advogado
Calvin Chui - Advogado
Moderador:
Paulo Rego - Moderador
Quinta - feira, 28 de Novembro, 18:30
Na Fundação Rui Cunha
Event held in Portuguese
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Taking the Pulse of the Citys Economy
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27-11-2024
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MACAU SAR AT 25 AND BEYOND
TAKING the PULSE of the CITYS ECONOMY
• CHARLES CHOY - *Chairman, American Chamber of Commerce in Macau
• BILLY CHAN - * Chairman, Australian Chamber of Commerce in Macau
• KEITH BUCKLEY - Chairman, British Chamber of Commerce in Macao
• RUTGER VERSCHUREN - Chairman, France Macau Chamber of Commerce
• RUI PEDRO CUNHA - President. Macau European Chamber of Commerce
• CARLOS CID ALVARES - President, Portugal-China Chamber of Commerce and Industry
A moderator
JOSÉ CARLOS MATIAS - Director of Macau Business and Macau News Agency
Rui Cunha Foundation
27 NOVEMBER 2024, 18:00
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Crise e Alteração de Circunstâncias
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18-11-2024
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A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, segunda-feira, dia 18 de Novembro às 18:30 horas, uma conferência intitulada “Crise e Alteração de Circunstâncias: As Lições do Direito Comparado”, inseridas no Ciclo de Reflexões ao Cair da Tarde, com a participação de Dário Moura Vicente, Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Professor Adjunto da Faculdade de Direito da Universidade de Macau. A moderadora será Isabel Mousinho Figueiredo, Professora da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, co-organizadora do evento.
O tema pretende ser uma reflexão sobre as lições do direito comparado, entre os sistemas da Common Law e do Direito Continental europeu, e a capacidade de se adaptarem às exigências do comércio internacional. «A ciência económica isolou há muito o conceito de ciclo económico, consistente nas flutuações que, no médio e longo prazo, se verificam na actividade económica, com períodos de crescimento que se alternam com outros de estagnação ou de crise. A economia mundial experimentou na última década e meia pelo menos dois ciclos dessa natureza, marcados por severas crises em 2008-2009 e 2019-2020», segundo o manifesto de intenções.
«Essas crises colocaram em evidência os problemas postos pela alteração anormal das circunstâncias em que as partes fundaram a decisão de contratar. Os regimes jurídicos nacionais relativos a esta matéria diferem, contudo, substancialmente entre si, nisso se revelando as diferentes concepções acerca do contracto e da sua função social que lhes estão subjacentes: enquanto que nos sistemas romanistas um princípio de equivalência das prestações contratuais, com longa tradição, permite à parte lesada reclamar, sob certas condições, a modificação ou a resolução dos contractos, os sistemas de Common Law são muito mais restritivos no tocante à admissibilidade da resolução ou modificação do contracto por alteração de circunstâncias: o princípio de que se parte é aí antes o da sanctity of contracts, por força do qual só em situações excepcionais é permitido ao devedor exonerar-se das suas obrigações contratuais».
«Esta diversidade de regimes é, inevitavelmente, fonte de insegurança no comércio internacional. Mas as partes nos contractos internacionais dispõem de diversos instrumentos que lhes permitem mitigar este problema. Entre eles destacam-se os acordos de escolha da lei aplicável, as cláusulas de hardship, as convenções de arbitragem que conferem aos árbitros o poder de adaptarem contractos de prestações duradouras a novas circunstâncias e a designação das regras ou princípios comuns a diferentes sistemas jurídicos».
«Como ultima ratio, o Direito Internacional Privado faculta aos interessados, em vários dos sistemas referidos, o apelo à reserva de ordem pública internacional a fim de obstarem aos resultados mais injustos da aplicação de leis estrangeiras ou do reconhecimento de sentenças estrangeiras. Integra-se nessa reserva, enquanto trave-mestra dos sistemas jurídicos romano-germânicos, a boa-fé; e esta pode opor-se à exigência das prestações devidas ao abrigo dos contractos internacionais, em situações de alteração fundamental do equilíbrio contratual como as que a crise económica internacional suscitou nos últimos anos».
Esta conferência será realizada em Português.
A entrada é livre.
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Por Macau, Mais e Melhor!
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Entrelaçando Paisagens
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15-11-2024
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O Centro de Investigação DOCOMOMO Macau tem o prazer de o convidar para a palestra “Entrelaçando Paisagens: Porquê, como e que edifícios podem ser preservados?” apresentado por Diogo Burnay & Cristina Verissimo. Junte-se a nós no dia 15 de Novembro, pelas 18h30, na Fundação Rui Cunha, sita na Avenida da Praia Grande, 749, GF, Macau.
Diogo Burnay é Professor associado da School of Architecture, Dalhousie University, Halifax, Canadá desde 2012. Foi Diretor da Escola de Arquitetura de 2012 a 2022. Mestrado em Arquitetura, Bartlett School of Architecture, University College London, Londres, Inglaterra, 1995.
Trabalhou em Lisboa com Maria Manuel Godinho de Almeida e Duarte Cabral de Mello em 1989; em Londres, na Building Design Partnership, entre 1988 e 1990; em Macau com Manuel Vicente, entre 1992 e 1995 e na OBS Arquitectos, entre 1995 e 1997. Lecionou na Escola de Arquitetura da Universidade de Hong Kong em 1995; na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, de 1997 a 2011; na College of Design da University of Minnesota em 2002 e 2006 e na Architecture School University of Texas, Arlington, 2007. Examinador externo, Bartlett School of Architecture, University College London de 2010 a 2015.
Cristina Verissimo é Professora desde 2024 na Escola de Arquitetura da Dalhousie University, Canadá, desde 2013 e desde 2024 é Professora Associada. Mestrado em Arquitetura, MArch II, GSD Harvard University, 2002.
Trabalhou em Lisboa com Carrilho da Graça (1987 - 1989). Trabalhou em Londres com Zaha Hadid (1989 – 1991). Em Macau, China na Profabril (1992-1997). Lecionou na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, de 1999 a 2012. Desenvolveu doutoramento sobre “Novas utilizações da cortiça na arquitectura” e realizou workshops internacionais envolvendo investigadores, universidades e indústria.
Fundaram a CVDB Arquitectos em 1999. Projetos e edifícios projectados pelo atelier, foram exibidos e publicados em todo o mundo e receberam prémios nacionais e internacionais (1º prémio de edifício educacional WAN 2013 e melhor edifício educacional do ano 2014 do Archdaily, Architectural Review 2015, altamente elogiado por edifícios educacionais). Estão a construir o novo edifício do Supremo Tribunal de Justiça de Moçambique. Foram curadores chefe da Trienal de Arquitectura de Lisboa, 2022 “TERRA”. Fazem parte do júri da Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU) “CLIMAS”
Entrelaçando Paisagens: Porquê, como e que edifícios podem ser preservados?
Como pode a preservação dos edifícios existentes contribuir para resolver questões ambientais e sociais mais vastas? Porque é que a memória cultural viva da comunidade pode beneficiar da preservação dos edifícios? Quais poderão ser as novas histórias, narrativas e resultados que emergem do entrelaçamento do património cultural e das intervenções arquitectónicas contemporâneas?
A plataforma linear e longitudinal da antiga Estação Ferroviária de Mora tornou-se o caminho de ligação entre os diferentes edifícios do novo Centro Interpretativo Megalítico de Mora. O Museu da Tapeçaria de Arraiolos é a nova vida de um edifício que já foi: um convento, um Hospital e um Quartel-General Militar. A Escola Braamcamp Freire reúne edifícios antigos e novos de uma forma interligada para formar uma entidade holística e uma experiência espacial para a sua comunidade. O pátio conventual existente serviu de inspiração tipológica para a organização da escola MiraRio numa série de pátios, ligados por uma série de percursos. O centro arqueológico fenício de Tavira explorou a nova estrutura de cobertura que alberga o antigo povoado fenício, como plataforma pública, ligando os achados arqueológicos à cidade existente.
Como aprendemos a ler e a interpretar as características e qualidades destas diferentes condições e circunstâncias construídas e continuamos a contar histórias novas ou outras que unem estas diversas narrativas no espaço e ao longo do tempo?
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