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Behavioral Objects, Behavioral Matter
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10-09-2026
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The Rui Cunha Foundation presents on Thursday, September 10, at 6:30 pm, the Behavioral Objects, Behavioral Matter – Rethinking Robotics Through Contemporary Art.
Speaker: Prof. Samuel Bianchini (ENSAD, Paris)
Moderator: Prof. Carlos Sena Caires (USJ/FAH, Macao)
Behavioral Objects, Behavioral Matter – Rethinking Robotics Through Contemporary Art: An Atlas. This is the title of the book that Samuel Bianchini and his art and design historian colleague Emanuele Quinz have just published with the publisher Spector Books. The book is based on over 12 years of research into and with “Behavioral Objects”, involving not only the art and design research group (Reflective Interaction) headed by Samuel Bianchini, but also numerous partners from various disciplines: philosophy, robotics, computer sciences (AI), cognitive science, anthropology, and material sciences. “Behavioral Objects” are robotic art and design objects whose movements tend to demonstrate behaviors. Non-figurative, these art objects have no need of being useful: their activity does not have a specific function or usage. So, why would an object move if not to complete a task? And how does it move if its power of action (its agency) comes from within? How to design these forms of agency and animacy in contradiction with the primary condition of these objects? How can we create works that increasingly incorporate soft robotics and smart materials? How to build an emotional and reflective relation with these robotic objects through an aesthetic dimension in operation? Based on the work done for the book and the presentation of several robotic artworks, including a few developed by Samuel Bianchini in the framework of this Behavioral Objects field of research, this conference will provide answers to these questions through practice-based research.
Samuel Bianchini is an artist and teacher-researcher (professor, habilitated to supervise research) at École des Arts Décoratifs – PSL University for which he supervises PhD in art and design. He lives and works in Paris. With more than 100 collective and 20 solo exhibitions, his works are regularly presented in Europe and around the world. In close relation to his research and artistic practice, Samuel Bianchini has undertaken theoretical work, which has led to numerous publications: over 70 texts and 8 books, including the collective book Practicable. From Participation to Interaction in Contemporary Art, MIT Press, 2016 (co-directed with Erik Verhagen) and the one untitled Behavioral Objects, Behavioral Matter – Rethinking Robotics Through Contemporary Art (codirected with Emanuele Quinz) published in 2026 with Spector Books. He also founded (in 2023) the international and multi-platform image-based journal .able, published by Actar, of which he is currently editor-in-chief.
Admission is free.
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Ondjaki - Os da Minha Rua
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27-07-2026
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Clube de Leitura na Fundação Rui Cunha
Ondjaki - Os da Minha Rua
Há memórias da infância do autor neste livro.
Do tempo em que o mundo começava na rua que se convoca no título. Ele e outras crianças, juntavam-se em brincadeiras de improviso.
Todas as lembranças andam à volta desta idade e deste sítio. E dos afetos, da família, da multidão de vizinhos.
Nestes dias mágicos, Ondiaki inventava histórias que a avó ouvia.
27 de julho 2026, 18:30
Evento realizado em Português
Entrada Livre
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Potências Globais no Mar do Sul da China
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25-06-2026
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A Fundação Rui Cunha acolhe hoje, quinta-feira, dia 25 de Junho às 18:30, a apresentação do tema “Potências Globais no Mar do Sul da China: Dinâmicas Governativas e Equilíbrio de Interesses no Caminho para as Guerras do Ópio, 1680-1840”, com base no livro “Global Powers in South China Sea: Governing Dynamics and Equilibrium of Interest in the Road to the Opium Wars, 1680-1840” de Manuel Perez-Garcia, Professor Catedrático da Universidade Jiao Tong de Xangai, na China, a ser publicado em Agosto de 2026 pela editora nova iorquina Palgrave-Macmillan.
Este livro oferece uma «nova perspectiva sobre as práticas económicas e políticas da dinastia Qing, bem como sobre as tensões geopolíticas da dinastia, através de uma lente local sobre as redes de comércio externo. Empregando uma estrutura comparativa recíproca, o estudo ilumina as profundas interligações estruturais entre os sistemas de mercado ocidental e chinês», segundo a informação promocional da obra. Trata-se de uma leitura essencial para especialistas em história global e económica, sinologia, estudos da Ásia Oriental, história do início da era moderna, bem como para economistas e investigadores das relações sino-europeias.
O livro «situa estas dinâmicas em conjunturas geopolíticas críticas: o estabelecimento das alfândegas marítimas sob o imperador Kangxi em 1680, o encerramento do comércio e a ascensão do sistema de Cantão sob Qianlong em 1756 e o início das Guerras do Ópio em 1840. Estes pontos de viragem iluminam as transformações nas estratégias comerciais, nas economias locais, na capacidade estatal e nas relações entre comerciantes e funcionários durante a transição Ming-Qing».
Manuel Perez-Garcia é hoje Professor Catedrático no Departamento de História da Faculdade de Humanidades da Universidade Jiao Tong de Xangai, na China, depois de ter passado como Professor Associado pela Universidade Renmin da China e como investigador de pós-doutoramento na Universidade Tsinghua. Obteve o doutoramento em 2011 pelo Instituto Universitário Europeu, em Itália, e passou pelo Departamento de Economia da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos. Foi investigador visitante na Universidade de Oxford, na Universidade de Cambridge, na Universidade da Colúmbia Britânica, na Universidade de Tóquio, na UNAM do México, entre outras.
É também fundador e Director da Rede Global de História na China (www.globalhistorynetwork.com). A sua extensa lista de publicações inclui artigos e livros anteriores como: “Great Trade Walls in Imperial China, and Spain: Global goods, power struggles and bankruptcy, 1644-1840” (Londres: Routledge, 2024); “Global History with Chinese Characteristics. Autocratic States along the Silk Road in the Decline of the Spanish and Qing Empires, 1680-1796” (Singapura: Palgrave-Macmillan, 2021); “Blood, Land and Power: The Rise and Fall of the Spanish Nobility and Lineages in the Early Modern Period, XVI-XIX centuries”, (EUA: Chicago University Press, 2021).
A sessão vai ser conduzida em língua inglesa por Priscilla Roberts, Professora Associada e Chefe do Departamento de História e Património da Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade de São José – Macau (USJ), na qualidade de moderadora da apresentação.
A entrada é livre.
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A Articulação do Espaço Intercontinental de Línguas Portuguesa e Espanhola:uma visão desde a Ásia
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17-06-2026
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A Fundação Rui Cunha apresenta na quarta-feira, dia 17 de Junho às 18:30, uma sessão do ciclo Roda de Ideias, intitulada “A Articulação do Espaço Intercontinental de Línguas Portuguesa e Espanhola: Uma Visão desde a Ásia”, que terá como orador convidado o Professor Frigdiano Álvaro Durántez Prados, Director da Cátedra FUNIBER de Estudos Ibero-Americanos e da Iberofonia, integrada por seis universidades de línguas espanhola e portuguesa da América, Espanha e África. Os moderadores serão o Dr. José Luís Sales Marques e o Dr. Jorge Valente.
A palestra tem como objectivo «debater a cooperação entre os mundos que falam a língua portuguesa e a língua espanhola, designadamente o seu significado geopolítico para o mundo de negócios entre a China e os países de expressão portuguesa e espanhola», segundo a proposta da organização, a Associação Sino-Lusófona da Indústria e Promoção de Intercâmbio Cultural (Macau).
O tema em análise será abordado pelo especialista e pioneiro da corrente de pensamento geopolítico denominadaPaniberismo (Iberofonia), que defende a «articulação de uma Comunidade multinacional de países de línguas espanhola e portuguesa de todos os continentes, sem excepções geográficas», através de cooperação educacional, cultural e técnica.
Frigdiano Álvaro Durántez Prados é Doutor em Ciência Política pela Universidade Complutense de Madrid, e actualmente Professor da Universidade Europeia do Atlântico – UNEATLANTICO em Santander, Espanha. Além de Director da Cátedra de Estudos Ibero-Americanos e da Iberofonia, é ainda Director de Relações Institucionais da Fundação Universitária Ibero-Americana (FUNIBER). O académico e cientista político é também autor do tratado de Geopolítica, intitulado "Iberofonía y Paniberismo. Definición y articulación del Mundo Ibérico", editado pela Última Línea (2018), entre outras publicações.
A sessão será realizada em Português.
A entrada é livre.
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O Papel de Macau no Multilateralismo Chinês
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28-05-2026
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A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, quinta-feira, dia 28 de Maio às 18:30, uma sessão do ciclo Roda de Ideias, intitulada “O Papel de Macau no Multilateralismo Chinês”, com a participação da Prof.ª Doutora Cátia Miriam Costa, Professora e Investigadora do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL, em Portugal, como oradora convidada.
A palestra irá incidir sobre o tema da «transferência de Macau para a China, estabelecendo-a como uma Região Administrativa Especial, e a transformação da paisagem do território. Graças aos laços históricos com os países lusófonos, durante o período da Administração Portuguesa, Macau emergiu como um território cosmopolita, tradicionalmente aberto ao mundo. Esta longa exposição às ligações internacionais explica a base do papel que o governo central de Pequim atribuiu a Macau», refere a proposta para esta conferência.
O território tornou-se, em consequência, um dos «actores paradiplomáticos da China e a sede da organização internacional por ela criada, o Fórum de Macau. Recentemente, o Governo central decidiu alargar o papel privilegiado de Macau, em matéria de relações externas para incluir as relações com os países de língua espanhola, o que nos leva a reflectir sobre o papel de Macau no multilateralismo chinês».
A Prof.ª Cátia Miriam Costa é uma conceituada investigadora do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde tutela como coordenadora o Grupo de Estudos de Política Global e Segurança. Dirige também a Cátedra de Inter-regionalismo e Governação Global no Instituto Europeu de Estudos Internacionais, em Estocolmo. Colabora, regularmente, com a Universidade de Macau (Instituto de Estudos Europeus e Instituto de Estudos Globais e Administração Pública), e ainda com a Universidade da Cidade de Macau.
A sessão será realizada em Inglês.
A entrada é livre.
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Dos Dados à Acção: Construir Modelos de Negócio Induzidos pela IA na RGB
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27-05-2026
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A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, quarta-feira, dia 27 de Maio às 18:30, mais uma sessão dos Debates de Direito e Tecnologia, intitulada “Dos Dados à Acção: Construir Modelos de Negócio Induzidos pela IA na RGB, China”, inserida no ciclo sobre Protecção de Dados e Governança, ao abrigo da parceria regular entre a FRC e a USJ, nomeadamente com o Departamento de Direito e Políticas Públicas da Faculdade de Gestão e Direito da Universidade de São José, em Macau.
«Os dados são a nova matéria-prima dos negócios, mas por si só não chegam. Os gestores precisam de os transformar em valor. As empresas estão a utilizar a Inteligência Artificial para construir modelos de negócio orientados por dados, seguindo um caminho claro: dos dados brutos aos insights e à acção», refere o comunicado da USJ.
Em causa estão três níveis de análise. «O primeiro são os Dados como Serviço (DaaS), em que as empresas acedem ou partilham dados não tratados. O segundo é a Informação como Serviço (InfoaaS), que disponibiliza relatórios e dashboards analisados. O terceiro é o Agente como Serviço (AaaS), que se baseia em agentes de IA que decidem, automatizam e executam».
A discussão irá explorar três questões centrais para os futuros gestores. «Em primeiro lugar, como as empresas da Grande Baía utilizam os dados e a IA para inovar os seus modelos de negócio e criar valor. Segundo, como os fornecedores de dados, os facilitadores e os utilizadores interagem entre si. Em terceiro lugar, quais os desafios éticos, regulamentares e de conformidade que as empresas enfrentam durante o tratamento de dados, com especial atenção no contexto da Grande Baía e de Macau».
Coordenado por Ansoumane Douty Diakité, Professor Associado e Chefe do Departamento de Direito e Políticas Públicas da Faculdade de Gestão e Direito (USJ), este ciclo de palestras tem por objectivo reunir académicos, profissionais e decisores políticos de destaque para apresentarem as suas perspectivas sobre situações emergentes, relacionadas com a privacidade, protecção de dados e governança em diferentes jurisdições.
Os oradores convidados para este debate são Ted Choi, Director e Vice-Presidente para os Assuntos Públicos da Macau Computer Society; Terence Lee, Presidente da Sustaincia, Macau; e Daniel Filipe Farinha, Professor Assistente da Faculdade de Artes e Humanidades da USJ. O moderador será Alessandro Lampo, Professor e Chefe do Departamento de Estudos Empresariais da Faculdade de Gestão e Direito da Universidade de São José – Macau (USJ).
O debate será realizado em língua inglesa.
A entrada é livre.
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Regras Antigas de Responsabilidade Civil Sob Nova Análise
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07-05-2026
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A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, quinta-feira, dia 7 de Maio às 18:30, uma conferência intitulada “Regras Antigas de Responsabilidade Civil Sob Nova Análise”, no âmbito do ciclo Reflexões ao Cair da Tarde, com a participação da oradora convidada, Isabel Mousinho de Figueiredo, Professora Auxiliar no Departamento de Estudos de Direito de Macau da Faculdade de Direito da Universidade de Macau. O moderador será Ricardo Vera-Cruz, Advogado Associado do Escritório de Advocacia de Leonel Alberto Alves.
O tema da conferência explora o desajuste das regras de responsabilidade civil na Alemanha e Inglaterra do séc. XIX e a era moderna da economia digital. A observação de conceitos como “ilegalidade e responsabilidade civil” justificou «recorrer ao direito comparado para esclarecer futuras decisões judiciais».
Isabel Mousinho de Figueiredo reconhece que «as recentes decisões dos jurados nos EUA que condenaram a Meta e a Google representam um progresso bem-vindo, há muito esperado». Isto levanta uma questão mais profunda: que danos devem ser indemnizáveis? O legislador alemão em 1896 restringiu o poder judicial ao exigir a prova de acto voluntário, ilegalidade, culpa, nexo de causalidade e dano para a responsabilidade civil extracontratual. Com isto, apenas os danos físicos devem ser indemnizáveis, a menos que seja claramente declarado o contrário. Mas esta fórmula não ajuda a resolver casos difíceis».
Os conceitos de ‘acto’, ‘ilegalidade’, ‘culpa’, ‘nexo causal’ e ‘dano’ só «auxiliam os decisores com os exemplos clássicos, para os quais foram originalmente desenvolvidos», defende. Ou seja, «a metodologia alemã acaba por ter como resultado o Direito jurisprudencial. A diferença entre o Direito consuetudinário é, portanto, que a regra alemã abrange menos casos. Podemos melhorar ambas as abordagens, fundindo-as e preparando-as para o futuro além do presente digital», é a sua proposta para discussão.
Isabel Mousinho de Figueiredo é professora adjunta na Universidade de Macau, onde lecciona Direito Civil e Comparado. Obteve o seu bacharelato, mestrado e doutoramento pela Universidade de Lisboa, Portugal, e é especializada em Direito Privado. Leccionou Direito Contratual, Direito Processual, Jurisprudência e Direito de Propriedade na Universidade de Lisboa. Foi linguista jurídica no Tribunal de Justiça da União Europeia.
É membro da Ordem dos Advogados de Portugal há mais de 20 anos e é autora de um livro sobre Direito de Responsabilidade Civil, além de outras publicações jurídicas em inglês, alemão, italiano, espanhol e português.
O evento será realizado em Inglês.
A entrada é livre.
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The Journey of a Data Protection Officer
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20-03-2026
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A Fundação Rui Cunha apresenta na sexta-feira, dia 20 de Março às 18:30 horas, uma sessão intitulada “Law & Tech Talks: The Journey of a Data Protection Officer”, inserida no ciclo sobre Protecção de Dados e Governança, ao abrigo da parceria regular entre a FRC e a USJ, nomeadamente com o Departamento de Direito e Políticas Públicas da Faculdade de Gestão e Direito da Universidade de São José, em Macau.
«O Oficial de Protecção de Dados (Data Protection Officer – DPO, em inglês) surgiu como uma figura fundamental na organização moderna. Esta palestra explora a trajectória dinâmica do DPO, com foco no seu papel e responsabilidades, os desafios que enfrenta e soluções para melhorar o sistema de conformidade com a protecção de dados, no contexto da crescente utilização da inteligência artificial», refere a nota dos organizadores.
As oradoras convidadas para este debate são Chandy Ye, Presidente da IAPP KnowledgeNet Hong Kong Chapter, e advogada com dupla qualificação na RPC e na RAEHK; Daniela Guerreiro, Advogada Associada da MdME, e CIPP/CN: Certified Information Privacy Professional para a China, com dupla qualificação em Portugal e na RAEM; e Filipa Almeida Santos, Advogada e DPO Regional da JNV – Advogados e Notários, e ainda CIPP/E e CIPP/A: Certified Information Privacy Professional para a Europa e a Ásia.
A moderadora será Graça Saraiva, Professora Auxiliar de Estudos Jurídicos Globais na Faculdade de Direito da Universidade de Macau, Advogada e Fundadora da MGS Consultancy Ltd. (HK), empresa especializada em IA, Protecção de Dados e Cibersegurança, sendo também CIPP/E: Certified Information Privacy Professional para a Europa, tendo no passado leccionado Ética Empresarial como Professora Visitante na Universidade de São José.
Coordenada por Ansoumane Douty Diakité, Professor Associado e Chefe do Departamento de Direito e Políticas Públicas da Faculdade de Gestão e Direito da USJ, esta série de palestras, organizada pela Universidade de São José e pela Fundação Rui-Cunha, vai reunir académicos, profissionais e decisores políticos de destaque para apresentarem as suas perspectivas sobre situações emergentes relacionadas com a privacidade, protecção de dados e governança em diferentes jurisdições.
A palestra será realizada em língua inglesa.
A entrada é livre.
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Itinerarium Egeriae e afrescos de Catacumbas
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18-03-2026
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A Fundação Rui Cunha apresenta na quarta-feira, dia 18 de Março às 18:30 horas, uma sessão do ciclo de Palestras Doutorais na Cidade, intitulada “Itinerarium Egeriae e afrescos de Catacumbas: História e Iconografia na Escrita Feminina e nas Imagens Funerárias”, aproveitando a presença no território da especialista Doutora Sílvia Siqueira, Professora Associada da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Brasil, a convite da Universidade de São José em Macau.
A série de Palestras Doutorais na Cidade é coordenada pelo Professor Adérito Fernandes-Marcos, Director da Escola Doutoral da Universidade de São José, que assumirá a função de moderador da conversa, onde a oradora introduzirá o itinerário de Egéria e fará uma «análise comparativa entre o texto escrito, especialmente as passagens bíblicas e algumas imagens presentes em catacumbas e monumentos fúnebres de mulheres, elaboradas entre o III século e o IV d.C.», de acordo com a proposta.
Sílvia Siqueira considera que as figuras femininas, na arte cristã primitiva, desempenharam papéis significativos na transmissão da fé. «Egéria, devota e peregrina cristã, deixou o registro da sua viagem de peregrinação à Terra Santa. Trata-se de documento raro e precioso, por ser um dos poucos registros escritos na antiguidade por uma mulher. Ela descreve não apenas a viagem, mas também narra com pormenores a experiência da peregrinação e descreve a prática litúrgica cristã em Jerusalém», segundo a docente, que é também Coordenadora do Grupo de Pesquisa “Narrativas, Experiências e Espaços no mundo antigo e medieval”, e do Laboratório de Estudos Interculturais sobre Oriente e Ocidente (LEIO) em São Paulo.
«O texto exala a paisagem e o imaginário de uma viagem para a Terra Santa, e descreve a experiência estimulante de cruzar aquelas terras sagradas. Para ela, muito mais do que uma imersão na sua espiritualidade, é também uma clara “alteridade espacial”, o encontro estimulante com “outros” indivíduos e sociedades». Aparentemente muito simples, seja no aspecto narrativo, seja no aspecto simbólico, tanto este documento como as mensagens presentes nas imagens funerárias têm um potencial pedagógico, capaz de elucidar, ensinar, transportar crenças e revelar traços da mentalidade colectiva através do tempo.
Por exemplo, «Egéria discorre muito pouco sobre si mesma, mas informa suas interlocutoras sobre os locais visitados, a paisagem exuberante e a vivência espiritual. Ainda que seja um documento escrito por uma fervorosa peregrina, não há muitas informações sobre a vida prática das devotas cristãs. Aqui faz-se uma análise comparativa entre o relato da experiência de Egéria com imagens de mulheres encontradas em paredes de catacumbas cristãs, inúmeras pinturas e mosaicos que testemunham a cultura figurativa do tempo que a produziu».
Sílvia Siqueira é licenciada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1994), no Brasil, e possui mestrado (1999) e doutoramento (2004) em História pela mesma instituição académica. Em 2013, efectuou estágio de pós-doutoramento na Università degli Studi Roma Tre, em Itália. A especialista dedica-se ao estudo do Cristianismo na Antiguidade Tardia, com foco na acção das mulheres no âmbito religioso, social e cultural. Os seus trabalhos dão visibilidade e afirmam a presença e a singularidade das mulheres, e o seu protagonismo na construção da memória colectiva histórica. Actualmente, dedica-se ao estudo sobre o Oriente Cristão, com destaque para África e as suas conexões culturais e religiosas.
A palestra será realizada em língua português.
A entrada é livre.
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Ser Macaense no Século XXI
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11-02-2026
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A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, quarta-feira, dia 11 de Fevereiro às 18:30, mais uma sessão do ciclo de conferências subordinadas ao tema Ser Macaense no Século XXI – Cultura, Tradição, Identidade, Desafios, com a terceira mesa-redonda intitulada “Gastronomia Macaense e os Desafios da sua Divulgação”.
A sessão será conduzida por José Luís de Sales Marques, Presidente do Conselho das Comunidades Macaenses, reunindo como oradoras convidadas as chefes Antonieta Manhão (Neta), professora de culinária macaense na Universidade de Turismo de Macau; Florita Alves, do Restaurante La Famiglia; Marina Senna Fernandes, do Restaurante Macaísta; e Sónia Palmer, proprietária da Cozinha Aida, quatro distintas representantes locais das artes de confecção da culinária tradicional.
«A Gastronomia Macaense é reconhecida pela sua originalidade, transportando os seus sabores e aromas aos quatro cantos do Mundo, por onde viajaram os Portugueses! É uma colheita do mundo global e, por isso, merecidamente considerada a primeira cozinha de fusão do Mundo. É, por esta razão, também um marco singular da identidade Macaense, e património intangível de Macau e da República Popular da China, prestando um significativo contributo para a classificação de Macau, pela Unesco em 2017, como Cidade Criativa da Gastronomia. Todavia, vai ainda uma grande distância entre o reconhecimento e a sua divulgação, tornando-a acessível ao grande público», refere a organização do evento.
A sessão pretende abordar «o modo de vida dos macaenses, a comunidade ou as comunidades, em Macau e na diáspora, e os seus desafios diários para manter o ser e o sentir da realidade macaense», historicamente entre duas culturas: portuguesa e chinesa.
O propósito da conferência, e das próximas neste ciclo, é uma «discussão construtiva a olhar para o presente e o futuro, sem esquecer a tradição e os diferenciados marcos identitários, em especial a Gastronomia e o Teatro em Patuá, ambos Património Imaterial da RAEM e da RPC», segundo os organizadores.
A mesa-redonda vai ser realizada em língua portuguesa.
A entrada é livre.
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